domingo, 23 de agosto de 2009

Quando me amei de verdade

Oportuno e verdadeiro este texto de Chaplin



Quando me amei de verdade, compreendi que em qualquer circunstância, eu estava no lugar certo, na hora certa, no momento exato.
E então, pude relaxar.
Hoje sei que isso tem nome... Auto-estima.
Quando me amei de verdade, pude perceber que minha angústia, meu sofrimento emocional, não passa de um sinal de que estou indo contra minhas verdades.
Hoje sei que isso é... Autenticidade.
Quando me amei de verdade, parei de desejar que a minha vida fosse diferente e comecei a ver que tudo o que acontece contribui para o meu crescimento.
Hoje chamo isso de... Amadurecimento.
Quando me amei de verdade, comecei a perceber como é ofensivo tentar forçar alguma situação ou alguém apenas para realizar aquilo que desejo, mesmo sabendo que não é o momento ou a pessoa não está preparada, inclusive eu mesmo.
Hoje sei que o nome disso é... Respeito.
Quando me amei de verdade comecei a me livrar de tudo que não fosse saudável... Pessoas, tarefas, tudo e qualquer coisa que me pusesse para baixo. De início minha razão chamou essa atitude de egoísmo.
Hoje sei que se chama... Amor-próprio.
Quando me amei de verdade, deixei de temer o meu tempo livre e desisti de fazer grandes planos, abandonei os projetos megalômanos de futuro.
Hoje faço o que acho certo, o que gosto, quando quero e no meu próprio ritmo.
Hoje sei que isso é... Simplicidade.
Quando me amei de verdade, desisti de querer sempre ter razão e, com isso, errei muito menos vezes. Hoje descobri a ... Humildade
Quando me amei de verdade, desisti de ficar revivendo o passado e de me preocupar com o futuro. Agora, me mantenho no presente, que é onde a vida acontece.
Hoje vivo um dia de cada vez. Isso é... Plenitude.
Quando me amei de verdade, percebi que minha mente pode me atormentar e me decepcionar. Mas quando a coloco a serviço do meu coração, ela se torna uma grande e valiosa aliada.
Tudo isso é... Saber viver!!!
Charles Chaplin

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Reencontro - Apenas o começo...Do Fim


Ela estava ansiosa, nervosa, finalmente após quase um mês tc com Ele, iriam se conhecer. Já haviam trocado muitas idéias sobre práticas, limites, enfim, era hora de se confrontarem. Os pensamentos que povoaram sua cabeça naquele dia foram diversos, mas todos recheados de tesão... Ah, enfim irei vê-Lo, sentir Seu cheiro, Seu toque, ainda que não o toque profundo, pois iriam somente sentar em um lugarzinho aconchegante, mas a perspectiva da proximidade Dele a deixava extasiada. Tomou um demorado e perfumado banho. Secou-se, cada parte de seu corpo imaginando “coisas”, deitou-se na cama, hidratou-se, ficando mais demoradamente com a mão a massagear a gruta que certamente seria Dele. Estava uma noite gostosa, fria, porém sem chuva. Escolheu um vestido preto que realçava suas curvas e com um decote bem insinuante, sob ele colocou apenas uma calcinha fio dental, não que Ele fosse ver, mas lhe agradava a idéia de pensar que sim. Arrumou os cabelos longos, deixando-os soltos, pois Ele já havia dito que admirava cabelos longos, prendeu apenas uma mexa para trás, apenas um traço de lápis nos olhos, um batom suave, porém provocante. Escolheu cuidadosamente uma colônia que não embotasse seu cheiro de cadela, mas sim o realçasse. Um par de brincos dourados, nada no pescoço, queria deixar bem claro, o que realmente gostaria de ostentar nele. Um anel discreto em cada mão, olhou-se no espelho e gostou do que viu. Vestiu um sobretudo também preto que aqueceria seu corpo, mas deixaria exposto o que ela tinha intenção de deixa-Lo ver. Escolheu um par de scarpin pretos com detalhes em bronze, que contrastava suavemente com as poucas jóias e a bolsa. Deu uma última olhada, apagou as luzes do apartamento e saiu.
Coração disparado ao longo do caminho, não era tão longe, mas pareceu longo demais!
Finalmente chegou, estacionou, deu uma última olhada no visual e se encaminhou para o barzinho. Entrou, e lá numa mesa no cantinho, já estava Ele, sentado, fumando um cigarro, sentiu um frio no estômago, era mais do que ela esperava. Aproximou-se Dele e Ele notando seu embaraço levantou-se e puxou a cadeira para que ela sentasse. Cumprimentos, mãos geladas, ofereceu-lhe uma bebida, ela pediu um dry Martini. Começaram a conversar, o encontro estava melhor que ela imaginou, a certa altura beijaram-se... todo seu corpo tremeu com aquele contato que tanto esperava. Refeita continuaram a conversar. Mas algo pelo qual ela não esperava estava por vir. Ao longo de todas as suas conversas Ele nunca havia tocado nisto e ela ficou atônita, perplexa, sem chão. Ele já tinha uma escrava, o que Ele queria era ela como irmã de coleira, para que ambas o servissem juntas! Não, aquilo não podia estar acontecendo, não era justo, em momento algum Ele falou sobre isto, Ele tentou acalmá-la, explicar como seriam as coisas, mas ela simplesmente não queria ouvir aquilo, já havia passado por isto antes, e simplesmente era um limite que não conseguia quebrar! Tudo desmoronou, não houve o que Ele dissesse que a demovesse da idéia de terminar ali o que no começo seria a confirmação de sua entrega! Sentiu-se traída, machucada! Levantou, Ele tentou impedi-la mas em vão, ficou apenas a observar aquela que julgava já ter para si, sair, tendo deixado bem claro que tudo acabava ali. Entrou no carro, caiu em prantos, mas logo se refez, queria logo chegar em casa e desmontar tudo aquilo que ela havia feito para Ele! Um turbilhão de sensações e pensamentos lhe atordoavam a cabeça. Despiu-se com ódio de si mesma, achando-se aquela altura uma tola, uma idiota! Tomou uma ducha quente, deixou a água escorrer demoradamente pelo seu corpo se misturando com suas lágrimas que foram muitas. Finalmente mais calma, desligou a água, vestiu um roupão, enrolou os cabelos molhados em uma toalha, e enroscou-se na cama. Pensou no começo daquilo tudo, de como se encontrava. E lentamente todas as sensações voltaram. Ela retornava ao seu estado inicial e tão familiar, fechada como ostra, num universo calmo, seguro, só seu, calma, entorpecida como antes. Não ousaria deixar novamente que ninguém penetrasse ali, pois assim queria estar, perdida, confusa, porém sem mais ilusões de servir a quem quer que seja. É melhor assim, sinto-se livre dentro do meu claustro. Guardaria para sempre o pouco que viveu, porém não ousaria mais sair de dentro da concha onde jamais também ninguém entraria!
Amanda

domingo, 2 de agosto de 2009

Somente belas imagens

todos os gifs, imagens


Por respeito a alguém - Saindo de Cena

gifs e imagens

Jamais conseguiria ser feliz, sabendo que para isto, colocaria alguém à beira de um abismo repleto de dor e decepções. Prefiro a Paz de não viver algo, o vazio de pensar em como poderia ter sido, abrir mão daquilo que muito desejo, à certeza de saber que no final de tudo, não seria nada menos que uma cruel traidora. Não conseguiria viver com isto!
Amanda

sábado, 1 de agosto de 2009

Reencontro - Apenas o começo...


Lá estava ela, finalmente o dia terminou, um dia normal, porém com algo diferente no ar... a expectativa – viria Ele ou não? Tomou seu banho, vestiu-se, mas naquela noite já não o fez automaticamente, escolheu uma peça sensual que há muito não usava, sentia-se estranha e ao mesmo tempo excitada, pois afinal mesmo que ele viesse, não se veriam, porém, não importa pensou ela, olhou-se no espelho e achando-se bela questionou – será que se Ele me visse assim iria gostar? Riu sentindo-se meio boba, mas bem. Ligou o PC, acessou as páginas que tinha que ler, abriu o msn, tensa, pois não tinha certeza ainda, se queria que Ele viesse ou não. Não estava lá, sentiu-se frustrada, mas olhou as horas e viu que talvez ainda fosse cedo para Ele, afinal não sabia Sua rotina. Entre uma leitura e outra, entre um amigo e outro que entrava e conversavam, a expectativa crescia, uma angústia misturada com sensações quase esquecidas tomavam conta dela! Finalmente às 21h, Ele entrou...Ela sentiu-se tomada por uma onda de calor, que sem saber por que percorreu-lhe o corpo! Pensou – que está acontecendo comigo? Logo Ele a abordou, ela num tom blasé, sem querer deixar transparecer o que sentia, deu somente um “boa noite”. Troca de cumprimentos ainda tímidos, nada de especial. Ah, mas Ele sabia, ela sentia, que também queria que ela estivesse lá. Começaram a papear, Ele sabia exatamente onde haviam parado no dia anterior e hoje foi mais ousado, as perguntas já foram mais diretas e indiscretas, ela perdeu-se então, não esperava por tanto, porém correspondeu nas respostas! Conversaram sobre muitas coisas, assuntos quentes, e Ele começou a fantasiar provocando-a, chegando mesmo a dizer que sentia muito desejo de vê-la e poder ordenar-lhe coisas, mas ela esquivou-se – ainda era cedo demais – cedo demais para um “estranho”, mas mesmo assim o frenesi continuou, Ele já não falava mais em tom de amigo, e sim em tom de Dominador e isto a fez tremer e gostar do que lia. Ela sentiu ali, naquele momento, que teria vontade de servir àquele Homem, de pertencer-Lhe, de deixa-Lo conduzir-lhe, mas nada disse, guardou este desejo para si, seria precoce demais deixar-se levar por tamanha loucura, por mais insinuante e provocativo que Ele estivesse sendo, porém Ele sabia que ela seria Dele, e ela, teria mesmo coragem de voltar a servir, de se entregar a Ele? Ainda não tinha esta resposta, somente um desejo imenso de continuar ali, sentindo Sua energia a invadir seu corpo...Um jogo de sedução e dominação, eis o que começava ali, despediram-se. Conversaremos mais “cadelinha” durma bem e sonhe comigo. Beijos! Ele se foi e ela ficou ali, parada, estática diante ao PC, ele a havia chamado de cadelinha! Há muito não ouvia isto, e o resultado foi devastador para ela, um tesão louco invadiu-lhe as entranhas e ela ousou tocar-se pensando Nele, nas palavras ditas, e após algum tempo, explodiu em gozo, que em pensamento ofereceu a Ele, que ela ali já sabia, que seria seu Dono...
{amanda}

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Reencontro - Apenas o começo...


Ela encontrava-se perdida, confusa, não havia dentro dela desejo algum de voltar a servir a alguém. Sensações, aquelas sensações há muito não sentia mais, seu gozo havia desaparecido, porem achava-se calma assim, meio que entorpecida, fechada como ostra, num universo calmo, seguro, só seu. Era tardinha, friozinho, numa quarta feira, do mês de julho...

Mas eis que Ele ressurge, já se conheciam, não pessoalmente, e nem profundamente, apenas de conversas pelo msn, orkut, enfim os meios virtuais que muitas coisas tornam reais. A conversa começou tímida, um oi, olá, há quanto tempo, e foi fluindo, coisas amenas foram ditas. Neste primeiro contato ficaram por mais de três horas teclando, aos poucos ela foi se soltando, falou-lhe coisas muito íntimas que a haviam tornado no que ela era agora.. Mas Ele, com uma calma suprema, um carinho com o qual ela já não sabia como lidar, uma persuasão que a deixou confusa e ao mesmo tempo segura, foi-se abrindo, a conversa foi esquentando, muitas coisas picantes foram ditas a partir daí, Ele roubou-lhe uma foto sensual, não foi preciso muito esforço, ela, a esta altura já se sentia excitada em estar ali, teclando com aquele -conhecido desconhecido- pois aquele que estava do outro lado, não era mais o mesmo das conversas do passado, cheias de reservas, muitas vezes pela condição de ainda estar encoleirada, mas sim um homem e Dominador com quem ela estava gostando muito de conversar. Neste primeiro contato, Ele passou-lhe seu telefone, ela o seu, depois de algum tempo, Ele simplesmente mandou que ela desconectasse pois Ele queria ouvi-la, ela estranhamente obedeceu sem questionar sem ao menos saber por que. A noite terminou num papo gostoso, trocas de conhecimento de práticas e gostos BDSM, ela ouvia pela primeira vez a sua voz, calma, porém firme, e Ele a dela, ainda medrosa, mas já sabia Ele, cheia de desejos...Despediram-se com um beijo e a promessa Dele de voltar, o que Ela não acreditou muito, porém ao desligar, ficou perdida em devaneios, ansiosa pelo dia amanhecer e finalmente a hora chegar de ver se realmente, Ele estaria lá...

{amanda}

(Continua}

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Submissa

Vitórias


Como é bom deitar-se e não ter mais nada para atrapalhar meu sono.
Como é bom sonhar, sem ter seu rosto como pesadelo para incomodar.
É maravilhoso acordar com sorriso contente, você já não mais me atormenta.
Encontrei onde menos esperava um ponto seguro, um alguém para me defender, uma fortaleza para me guardar.
Vejo suas fotos e me sinto feliz.
Desejo-te todo o bem do mundo do fundo meu coração.
Obrigada por me ensinar a ter medo, a não confiar e nunca mais me entregar por completo.
Obrigada por me mostrar o caminho, por me jogar ao destino.
Obrigada ao destino por me mostrar um novo tempo, uma bela era.
Como é bom estar assim, me sentir assim, escrever aqui.
Vida cheia novamente, coração aberto e lotado de amor.
Doto o brilho que tenho hoje, foi encontrado na escuridão.
Escuridão esta que você me deixou.
Como um oásis no deserto, como uma rosa em meio aos espinhos.
Hoje sei que as maiores conquistas da vida, se dão quando achamos que apenas a derrota nos aguarda.
Amanda

sábado, 18 de julho de 2009

Expurgando Falsos Amigos


Ultimamente tem batido à minha porta amigos que achei reais, leais, fiés, justos, porém observei que não era bem assim. As coisas vão bem quando é conveniente a cada um. Houve tempo em que eu me calava, perdoava, simplesmente deixava passar. Só que com o passar do tempo, tudo muda, e agradço a Deus por ter mudado. Não engulo mais sapos, cansei de ser politicamente correta. Passou dos limites, pode ter certeza que levará o troco, sem dó nem piedade. Principalmente no meio BDSM, onde cita-se tanto a palavra RESPEITO, porém o que falta a muitos por aí, é ter consciência ele deve estar presente em ambos os lados, dominantes e dominados. Submissas não são seres sem sentimentos, muito pelo contrário, somos dotadas de sensibilidade, amor, fé, e tudo o mais extremamente a flor da pele, sabemos sim e gostamos de servir, mas precisamos ter nosso lado humano respeitado, pelo menos eu sinto assim. Portanto deixo claro aqui, que minha essência como mulher submissa é imutável mas não meu caráter, minha personalidade, que prezam o respeito por mim mesma e pelo próximo acima de qualquer coisa. E àqueles que tem uma visão equivocada de mim, sinto muito, antes de julgar, procurem conhecer a fundo, ou então nem se aproximem ou simplesmente CALEM A BOCA. Submissão não é e nunca será para mim sinônimo de imbecilidade e falta de personalidade. A quem não se encaixa nesse perfil, só me resta a certeza de que não merece fazer parte de minha vida, e também um recado: Tchauzinho, já vai tarde!
Obrigado. Valeu. Um abraço. Um sorriso. Pois eu vou continuar como sou e podem ter certeza, com meu nariz empinado e sempre em Paz!
Amanda

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Limite da Inocência


Este texto vem de encontro a tudo que venho pensando no momento. Transcrevo aqui, e faço delas as minhas palavras. Boa leitura!

Papai Noel não existe, nem Coelhinho da Páscoa ou Bicho Papão. Contos de fadas só ficam bem nos livros infantis. Príncipes cedo ou tarde se transformam em sapos. Pode demorar o tempo que for, mas um dia a realidade bate a nossa porta. Inevitavelmente.

Que nem só de boas intenções vivem as pessoas já estou cansada de saber. Há tempos não caminho pelas ruas sem olhar para os lados, ou falo sem a absoluta consciência de que cada palavrinha pode ser alterada e usada contra mim. Mesmo assim, não paro de me surpreender com até que ponto os desvios de caráter das pessoas podem chegar.

Não tenho a pretensão de que todos gostem de mim ou torçam pelo meu sucesso. Tampouco preciso de reconhecimento ou confetes para ser feliz. Você tem todo o direito de me achar uma ridícula, uma doida ou uma garotinha sem graça alguma. Você pode pensar o que bem entender de mim. Nada disso vai mudar o meu jeito de ser e agir.

No entanto, os seus limites terminam onde começam os meus. E eu não exijo nada além de respeito. Você pode até torcer para eu cair com o carão na calçada, levar um pé na bunda do meu namorado ou ser perseguida por todos os professores da faculdade. Cada um é livre para pensar e desejar o que bem entender. Você não pode é fazer com que coisas desse tipo aconteçam de forma grotesca e desleal. Mentiras, intrigas e afins só convencem em novelinhas de criança. Você já passou dessa fase, não? Eu, ao menos, não suporto mais a idéia de interpretar a mocinha injustiçada.

Tudo bem, eu confesso, ainda durmo esperando o Bom Velhinho e sempre confiro as pegadas que o Coelho deixa aqui no meu quarto. Sei que meu príncipe encantado está a caminho e não canso de viver e desejar as mais mirabolantes fábulas. O detalhe é que a princesinha aqui acordou do sono profundo e já está roxa de tanto cair do cavalo. Para tudo há um limite, até para minha inocência.

O que me dá forças é a certeza de que tudo termina da melhor forma para quem tem um coração repleto de sinceridade e boas intenções. Além de, é claro, eu estar ciente de que para todo conto de fadas existe um final feliz. Prefiro posar de inocente a deixar de acreditar que, apesar de tudo, a vida é cheia de surpresas gostosas.
Márcia Duarte

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Quem não dá assistência, abre concorrência


Dedico esta postagem a todos aqueles que se dizem "Donos" que cuidam e blá,blá,bla...e no final das contas não são diferentes em nada dos baunilhas citados neste texto! Depois saem por aí falando cobras e lagartos das mulheres/submissas. Notem que usei Dono ENTRE ASPAS! Boa leitura!

Você homem da atualidade, vem se surpreendendo diuturnamente com o "nível" intelectual, cultural e, principalmente, "liberal" de sua mulher, namorada e etc.

Às vezes sequer sabe como agir, e lá no fundinho tem aquele medo de ser traído - ou nos termos usuais: "corneado". Saiba de uma coisa... esse risco é iminente, a probabilidade disso acontecer é muito grande, e só cabe a você, e a ninguém mais evitar que isso aconteça ou, então, assumir seu "chifre" em alto e bom som.

Você deve estar perguntando porque eu gastaria meu precioso tempo falando sobre isso. Entretanto, a aflição masculina diante da traição vem me chamando a atenção já há tempos.

Mas o que seria uma "mulher moderna"?

A princípio seria aquela que se ama acima de tudo, que não perde (e nem tem) tempo com/para futilidades, é aquela que trabalha porque acha que o trabalho engrandece, que é independente sentimentalmente dos outros, que é corajosa, companheira, confidente, amante...

É aquela que às vezes tem uma crise súbita de ciúmes mas que não tem vergonha nenhuma em admitir que está errada e correr pros seus braços...

É aquela que consegue ao mesmo tempo ser forte e meiga, desarrumada e linda...

Enfim, a mulher moderna é aquela que não tem medo de nada nem de ninguém, olha a vida de frente, fala o que pensa e o que sente, doa a quem doer...

Assim, após um processo "investigatório" junto a essas "mulheres modernas" pude constatar o pior:

VOCÊ SERÁ (OU É???) "corno", a menos que:

- Nunca deixe uma "mulher moderna" insegura. Antigamente elas choravam. Hoje, elas simplesmente traem, sem dó nem piedade.

- Não ache que ela tem poderes "adivinhatórios". Ela tem de saber - da sua boca - o quanto você gosta dela. Qualquer dúvida neste sentido poderá levar às conseqüências expostas acima.

- Não ache que é normal sair com os amigos (seja pra beber, pra jogar futebol...) mais do que duas vezes por semana, três vezes então é assinar atestado de "chifrudo". As "mulheres modernas" dificilmente andam implicando com isso, entretanto elas são categoricamente "cheias de amor pra dar" e precisam da "presença masculina". Se não for a sua meu amigo... bem...

- Quando disser que vai ligar, ligue, senão o risco dela ligar pra aquele ex bom de cama é grandessíssimo.

- Satisfaça-a sexualmente. Mas não finja satisfazê-la. As "mulheres modernas" têm um pique absurdo com relação ao sexo e, principalmente dos 20 aos 38 anos, elas pensam em - e querem - fazer sexo todos os dias (pasmem, mas é a pura verdade)...bom, nem precisa dizer que se não for com você...

- Lhe dê atenção. Mas principalmente faça com que ela perceba isso. Garanhões mau (ou bem) intencionados sempre existem, e estes quando querem são peritos em levar uma mulher às nuvens. Então, leve-a você, afinal, ela é sua ou não é????

Nem pense em provocar "ciuminhos" vãos. Como pude constatar, mulher insegura é uma máquina colocadora de chifres.

- Em hipótese alguma deixe-a desconfiar do fato de você estar saindo com outra. Essa mera suposição da parte delas dá ensejo ao um "chifre" tão estrondoso que quando você acordar, meu amigo, já existirá alguém MUITO MAIS "comedor" do que você...só que o prato principal, bem...dessa vez é a SUA mulher.

Sabe aquele bonitão que, você sabe, sairia com a sua mulher a qualquer hora. Bem... de repente a recíproca também pode ser verdadeira. Basta ela, só por um segundo, achar que você merece...Quando você reparar... já foi.

- Tente estar menos "cansado". A "mulher moderna" também trabalhou o dia inteiro e, provavelmente, ainda tem fôlego para - como diziam os homens de antigamente - "dar uma", para depois, virar pro lado e simplesmente dormir.

- Volte a fazer coisas do começo da relação. Se quando começaram a sair viviam se cruzando em "baladas", "se pegando" em lugares inusitados, trocavam e-mails ou telefonemas picantes, a chance dela gostar disso é muito grande, e a de sentir falta disso então é imensa. A "mulher moderna" não pode sentir falta dessas coisas...senão...

Bem amigos, aplica-se, finalmente, o tão famoso jargão "quem não dá assistência, abre concorrência".

Deste modo, se você está ao lado de uma mulher de quem realmente gosta e tem plena consciência de que, atualmente o mercado não está pra peixe (falemos de qualidade), pense bem antes de dar alguma dessas "mancadas"... proteja-a, ame-a, e, principalmente, faça-a saber disso.

Ela vai pensar milhões de vezes antes de dar bola pra aquele "bonitão" que vive enchendo-a de olhares... e vai continuar, sem dúvidas, olhando só pra você!
Arnaldo Jabor

Bom como podemos observar, as situações citadas, enquadram-se muitas vezes numa relação D/s, por isto "Donos" de plantão, fiquem espertos, pois nós submissas, fazemos parte deste rol das "mulheres modernas" Pensem nisto! Ladrão do que usa, cuida!!!rsrsrs
Amanda

sábado, 11 de julho de 2009

Quando me amei de verdade


Quando me amei de verdade,
pude compreender
que em qualquer circunstância,
eu estava no lugar certo,
na hora certa.
Então pude relaxar.

Quando me amei de verdade,
pude perceber que o
sofrimento emocional é um sinal
de que estou indo contra a minha verdade.

Quando me amei de verdade,
parei de desejar que a minha vida
fosse diferente e comecei a ver
que tudo o que acontece contribui
para o meu crescimento.

Quando me amei de verdade,
comecei a perceber como
é ofensivo tentar forçar alguma coisa
ou alguém que ainda não está preparado
- inclusive eu mesma.

Quando me amei de verdade,
comecei a me livrar de tudo
que não fosse saudável.
Isso quer dizer: pessoas, tarefas,
crenças e - qualquer coisa que
me pusesse pra baixo.
Minha razão chamou isso de egoismo.
Mas hoje eu sei que é amor-próprio.

Quando me amei de verdade,
deixei de temer meu tempo livre
e desisti de fazer planos.
Hoje faço o que acho certo
e no meu próprio ritmo.
Como isso é bom!

Quando me amei de verdade,
desisti de querer ter sempre razão,
e com isso errei muito menos vezes.

Quando me amei de verdade,
desisti de ficar revivendo o passado
e de me preocupar com o futuro.
Isso me mantém no presente,
que é onde a vida acontece.

Quando me amei de verdade,
percebi que a minha mente
pode me atormentar e me decepcionar.
Mas quando eu a coloco
a serviço do meu coração,
ela se torna uma grande e valiosa aliada
Kim McMillen

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Entrega


"se amor é troca
ou entrega louca
discutem os sábios
entre os pequenos
e os grandes lábios

no primeiro caso
onde começa o acaso
e onde acaba o propósito
se tudo o que fazemos
é menos que amor
mas ainda não é ódio?

a tese segunda
evapora em pergunta
que entrega é tão louca
que toda espera é pouca?
qual dos cinco mil sentidos
está livre de mal entendidos?"

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Dúvidas


Hoje sinto-me estranha.
Olho para dentro de mim e não gosto do que sinto.
Olho para o espelho e não gosto do que vejo.
Olho através da janela e não gosto do mundo lá fora!
Sensações estranhas me invadem, algumas familiares, outras nem tanto, porém ambas incomodam. O que pode significar tudo isto? Cansaço, tédio, medo, tristeza, abandono de mim mesma, saudade de coisas que não vivi, talvez de pessoas que não conheci, caminhos que não percorri, promessas que não cumpri?
Eu não tenho as respostas, pelo menos não neste momento. Tudo que tenho são dúvidas e a certeza única que a resposta para todas elas não posso encontrar em nenhum lugar nem em ninguém. Apenas neste universo vasto e profundo, inóspito e sombrio que se encontra dentro de mim.
Amanda

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Definição

"O corpo é onde
é carne:

o corpo é onde
há carne
e o sangue
é alarme.

O corpo é onde
é chama:

o corpo é onde
há chama
e a brasa
inflama.

O corpo é onde
é luta:

o corpo é onde
há luta
e o sangue
exulta.

O corpo é onde
é cal:

o corpo é onde
há cal
e a dor
é sal.

O corpo
é onde
e a vida
é quando."

terça-feira, 23 de junho de 2009

O contrário do Amor


Para odiar alguém, precisamos reconhecer que esse alguém existe e que nos provoca sensações, por piores que sejam. Para odiar alguém, precisamos de um coração, ainda que frio, e raciocínio, ainda que doente. Para odiar alguém gastamos energia, neurônios e tempo. Odiar nos dá fios brancos no cabelo, rugas pela face e angústia no peito. Para odiar, necessitamos do objeto do ódio, necessitamos dele nem que seja para dedicar-lhe nosso rancor, nossa ira, nossa pouca sabedoria para entendê-lo e pouco humor para aturá-lo. O ódio, se tivesse uma cor, seria vermelho, tal qual a cor do amor.
Já para sermos indiferentes a alguém, precisamos do quê? De coisa alguma. A pessoa em questão pode saltar de bung-jump, assistir aula de fraque, ganhar um Oscar ou uma prisão perpétua, estamos nem aí. Não julgamos seus atos, não observamos seus modos, não testemunhamos sua existência. Ela não nos exige olhos, boca, coração, cérebro: nosso corpo ignora sua presença, e muito menos se dá conta de sua ausência. Não temos o número do telefone das pessoas para quem não ligamos. A indiferença, se tivesse uma cor, seria cor da água, cor do ar, cor de nada.
O amor e o ódio habitam o mesmo universo, enquanto que a indiferença é um exílio no deserto.
Martha Medeiros

quinta-feira, 18 de junho de 2009



Basta-me um pequeno gesto,

feito de longe e de leve,

para que venhas comigo

e eu para sempre te leve...
Cecília Meireles

terça-feira, 16 de junho de 2009

Pacto

Entre o teu signo e o meu
existe uma possibilidade
de veneno
umas tintas de vermelho
meu moreno


Alinhar ao centroe se a paixão há de ser provisória
que seja louca e linda
a nossa história.
Bruna Lombardi

domingo, 14 de junho de 2009

Veneno


Sou o veneno mais forte
E que te mata lentamente
Sou a droga que não sai da sua mente
Sou um pouco de tudo e a cada segundo me torno menos ainda por isso Você volta procurando mais
Nao tenho respostas para suas perguntas
Seu sorriso não me amansa mais
Sou única
Mesmo que você me compare com as outras
Você jamais vai achar alguém que te faça chorar
Por que eu sou o perfume da flor que você não pode tocar
eu sou alguém que você quer amar mais não sabe porque!
Sem mentiras, nem doces ilusões
Sem querer construindo algo que jamais seria quebrado...
Paula Câmara Ferreira

A mulher que passa



Meu Deus, eu quero a mulher que passa
Seu dorso frio é um campo de lírios
Tem sete cores nos seus cabelos
Sete esperanças na boca fresca!
Oh! como és linda, mulher que passas
Que me sacias e suplicias
Dentro das noites, dentro dos dias!

Teus sentimentos são poesia
Teus sofrimentos, melancolia.
Teus pelos leves são relva boa
Fresca e macia.
Teus belos braços são cisnes mansos
Longe das vozes da ventania.

Meu Deus, eu quero a mulher que passa!

Como te adoro, mulher que passas
Que vens e passas, que me sacias
Dentro das noites, dentro dos dias!
Por que me faltas, se te procuro?
Por que me odeias quando te juro
Que te perdia se me encontravas
E me encontrava se te perdias?

Por que não voltas, mulher que passas?
Por que não enches a minha vida?
Por que não voltas, mulher querida
Sempre perdida, nunca encontrada?
Por que não voltas à minha vida
Para o que sofro não ser desgraça?

Meu Deus, eu quero a mulher que passa!
Eu quero-a agora, sem mais demora
A minha amada mulher que passa!

Que fica e passa, que pacífica
Que é tanto pura como devassa
Que bóia leve como a cortiça
E tem raízes como a fumaça.
Vinícius de Moraes