domingo, 30 de agosto de 2009

Pequena Coletânea

Até cortar os próprios defeitos pode ser perigoso. Nunca se sabe qual é o defeito que sustenta nosso edifício inteiro.
Clarice Lispector

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Minha força está na solidão. Não tenho medo nem de chuvas tempestivas nem de grandes ventanias soltas, pois eu também sou o escuro da noite.
Clarice Lispector

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Renda-se, como eu me rendi. Mergulhe no que você não conhece como eu mergulhei. Não se preocupe em entender, viver ultrapassa qualquer entendimento.
Clarice Lispector

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Prazer e Dor são representados com os traços gêmeos, formando como que uma unidade, pois um não vem nunca sem o outro; e se colocam um de costas para o outro porque se opõem um ao outro.
Leonardo da Vinci

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Tal é o Prazer e a Dor... saem de um tronco único porque têm uma só e mesma base, eis que cansaço e dor são a base do prazer e os prazeres vãos e lascivos estão na base da dor.
Leonardo da Vinci


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A paciência faz contra as ofensas o mesmo que as roupas fazem contra o frio; pois, se vestires mais roupas conforme o inverno aumenta, tal frio não te poderá afetar. De modo semelhante, a paciência deve crescer em relação às grandes ofensas; tais injúrias não poderão afetar a tua mente.
Leonardo da Vinci

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Não há fatos eternos, como não há verdades absolutas.
Friedrich Nietzsche


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DA OBSERVAÇÃO
Não te irrites, por mais que te fizerem...
Estuda, a frio, o coração alheio.
Farás, assim, do mal que eles te querem,
Teu mais amável e sutil recreio...
Mário Quintana

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terça-feira, 25 de agosto de 2009

Pensamentos


A renúncia é a libertação. Não querer é poder.
Fernando Pessoa

Por sua natureza e seus efeitos, o ciúme se aproxima da inveja. Porém, entre ciúme e inveja permanecem algumas diferenças. Na inveja, sentimos que outros possuem um bem que desejamos para nós, enquanto no ciúme defendemos um bem que julgamos nosso e que não desejamos ver partilhado com outrem.
Pierre Charon

Os ciumentos sempre olham para tudo com óculos de aumento, os quais engrandecem as coisas pequenas, agigantam os anões e fazem com que as suspeitas pareçam verdades.
Miguel de Cervantes

O ciumento sempre espiona, sempre duvida, sempre sofre; indaga do passado, do presente, do futuro; nas carícias busca a mentira; no beijo procura a indiferença; no amor teme a hipocrisia.
Paolo Mantegazza

O diabo pode citar as Escrituras quando isso lhe convém.
William Shakespeare

"Tenha muito cuidado com quem sempre discorda de você. E tenha mais cuidado ainda com quem sempre concorda com você."

A ingenuidade é uma força que os astutos fazem mal em desprezar.
Arturo Graf

Seja humilde, pois, até o sol com toda sua grandeza se põe e deixa a lua brilhar.
Bob Marley

domingo, 23 de agosto de 2009

Quando me amei de verdade

Oportuno e verdadeiro este texto de Chaplin



Quando me amei de verdade, compreendi que em qualquer circunstância, eu estava no lugar certo, na hora certa, no momento exato.
E então, pude relaxar.
Hoje sei que isso tem nome... Auto-estima.
Quando me amei de verdade, pude perceber que minha angústia, meu sofrimento emocional, não passa de um sinal de que estou indo contra minhas verdades.
Hoje sei que isso é... Autenticidade.
Quando me amei de verdade, parei de desejar que a minha vida fosse diferente e comecei a ver que tudo o que acontece contribui para o meu crescimento.
Hoje chamo isso de... Amadurecimento.
Quando me amei de verdade, comecei a perceber como é ofensivo tentar forçar alguma situação ou alguém apenas para realizar aquilo que desejo, mesmo sabendo que não é o momento ou a pessoa não está preparada, inclusive eu mesmo.
Hoje sei que o nome disso é... Respeito.
Quando me amei de verdade comecei a me livrar de tudo que não fosse saudável... Pessoas, tarefas, tudo e qualquer coisa que me pusesse para baixo. De início minha razão chamou essa atitude de egoísmo.
Hoje sei que se chama... Amor-próprio.
Quando me amei de verdade, deixei de temer o meu tempo livre e desisti de fazer grandes planos, abandonei os projetos megalômanos de futuro.
Hoje faço o que acho certo, o que gosto, quando quero e no meu próprio ritmo.
Hoje sei que isso é... Simplicidade.
Quando me amei de verdade, desisti de querer sempre ter razão e, com isso, errei muito menos vezes. Hoje descobri a ... Humildade
Quando me amei de verdade, desisti de ficar revivendo o passado e de me preocupar com o futuro. Agora, me mantenho no presente, que é onde a vida acontece.
Hoje vivo um dia de cada vez. Isso é... Plenitude.
Quando me amei de verdade, percebi que minha mente pode me atormentar e me decepcionar. Mas quando a coloco a serviço do meu coração, ela se torna uma grande e valiosa aliada.
Tudo isso é... Saber viver!!!
Charles Chaplin

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Reencontro - Apenas o começo...Do Fim


Ela estava ansiosa, nervosa, finalmente após quase um mês tc com Ele, iriam se conhecer. Já haviam trocado muitas idéias sobre práticas, limites, enfim, era hora de se confrontarem. Os pensamentos que povoaram sua cabeça naquele dia foram diversos, mas todos recheados de tesão... Ah, enfim irei vê-Lo, sentir Seu cheiro, Seu toque, ainda que não o toque profundo, pois iriam somente sentar em um lugarzinho aconchegante, mas a perspectiva da proximidade Dele a deixava extasiada. Tomou um demorado e perfumado banho. Secou-se, cada parte de seu corpo imaginando “coisas”, deitou-se na cama, hidratou-se, ficando mais demoradamente com a mão a massagear a gruta que certamente seria Dele. Estava uma noite gostosa, fria, porém sem chuva. Escolheu um vestido preto que realçava suas curvas e com um decote bem insinuante, sob ele colocou apenas uma calcinha fio dental, não que Ele fosse ver, mas lhe agradava a idéia de pensar que sim. Arrumou os cabelos longos, deixando-os soltos, pois Ele já havia dito que admirava cabelos longos, prendeu apenas uma mexa para trás, apenas um traço de lápis nos olhos, um batom suave, porém provocante. Escolheu cuidadosamente uma colônia que não embotasse seu cheiro de cadela, mas sim o realçasse. Um par de brincos dourados, nada no pescoço, queria deixar bem claro, o que realmente gostaria de ostentar nele. Um anel discreto em cada mão, olhou-se no espelho e gostou do que viu. Vestiu um sobretudo também preto que aqueceria seu corpo, mas deixaria exposto o que ela tinha intenção de deixa-Lo ver. Escolheu um par de scarpin pretos com detalhes em bronze, que contrastava suavemente com as poucas jóias e a bolsa. Deu uma última olhada, apagou as luzes do apartamento e saiu.
Coração disparado ao longo do caminho, não era tão longe, mas pareceu longo demais!
Finalmente chegou, estacionou, deu uma última olhada no visual e se encaminhou para o barzinho. Entrou, e lá numa mesa no cantinho, já estava Ele, sentado, fumando um cigarro, sentiu um frio no estômago, era mais do que ela esperava. Aproximou-se Dele e Ele notando seu embaraço levantou-se e puxou a cadeira para que ela sentasse. Cumprimentos, mãos geladas, ofereceu-lhe uma bebida, ela pediu um dry Martini. Começaram a conversar, o encontro estava melhor que ela imaginou, a certa altura beijaram-se... todo seu corpo tremeu com aquele contato que tanto esperava. Refeita continuaram a conversar. Mas algo pelo qual ela não esperava estava por vir. Ao longo de todas as suas conversas Ele nunca havia tocado nisto e ela ficou atônita, perplexa, sem chão. Ele já tinha uma escrava, o que Ele queria era ela como irmã de coleira, para que ambas o servissem juntas! Não, aquilo não podia estar acontecendo, não era justo, em momento algum Ele falou sobre isto, Ele tentou acalmá-la, explicar como seriam as coisas, mas ela simplesmente não queria ouvir aquilo, já havia passado por isto antes, e simplesmente era um limite que não conseguia quebrar! Tudo desmoronou, não houve o que Ele dissesse que a demovesse da idéia de terminar ali o que no começo seria a confirmação de sua entrega! Sentiu-se traída, machucada! Levantou, Ele tentou impedi-la mas em vão, ficou apenas a observar aquela que julgava já ter para si, sair, tendo deixado bem claro que tudo acabava ali. Entrou no carro, caiu em prantos, mas logo se refez, queria logo chegar em casa e desmontar tudo aquilo que ela havia feito para Ele! Um turbilhão de sensações e pensamentos lhe atordoavam a cabeça. Despiu-se com ódio de si mesma, achando-se aquela altura uma tola, uma idiota! Tomou uma ducha quente, deixou a água escorrer demoradamente pelo seu corpo se misturando com suas lágrimas que foram muitas. Finalmente mais calma, desligou a água, vestiu um roupão, enrolou os cabelos molhados em uma toalha, e enroscou-se na cama. Pensou no começo daquilo tudo, de como se encontrava. E lentamente todas as sensações voltaram. Ela retornava ao seu estado inicial e tão familiar, fechada como ostra, num universo calmo, seguro, só seu, calma, entorpecida como antes. Não ousaria deixar novamente que ninguém penetrasse ali, pois assim queria estar, perdida, confusa, porém sem mais ilusões de servir a quem quer que seja. É melhor assim, sinto-se livre dentro do meu claustro. Guardaria para sempre o pouco que viveu, porém não ousaria mais sair de dentro da concha onde jamais também ninguém entraria!
Amanda

domingo, 2 de agosto de 2009

Somente belas imagens

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Por respeito a alguém - Saindo de Cena

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Jamais conseguiria ser feliz, sabendo que para isto, colocaria alguém à beira de um abismo repleto de dor e decepções. Prefiro a Paz de não viver algo, o vazio de pensar em como poderia ter sido, abrir mão daquilo que muito desejo, à certeza de saber que no final de tudo, não seria nada menos que uma cruel traidora. Não conseguiria viver com isto!
Amanda

sábado, 1 de agosto de 2009

Reencontro - Apenas o começo...


Lá estava ela, finalmente o dia terminou, um dia normal, porém com algo diferente no ar... a expectativa – viria Ele ou não? Tomou seu banho, vestiu-se, mas naquela noite já não o fez automaticamente, escolheu uma peça sensual que há muito não usava, sentia-se estranha e ao mesmo tempo excitada, pois afinal mesmo que ele viesse, não se veriam, porém, não importa pensou ela, olhou-se no espelho e achando-se bela questionou – será que se Ele me visse assim iria gostar? Riu sentindo-se meio boba, mas bem. Ligou o PC, acessou as páginas que tinha que ler, abriu o msn, tensa, pois não tinha certeza ainda, se queria que Ele viesse ou não. Não estava lá, sentiu-se frustrada, mas olhou as horas e viu que talvez ainda fosse cedo para Ele, afinal não sabia Sua rotina. Entre uma leitura e outra, entre um amigo e outro que entrava e conversavam, a expectativa crescia, uma angústia misturada com sensações quase esquecidas tomavam conta dela! Finalmente às 21h, Ele entrou...Ela sentiu-se tomada por uma onda de calor, que sem saber por que percorreu-lhe o corpo! Pensou – que está acontecendo comigo? Logo Ele a abordou, ela num tom blasé, sem querer deixar transparecer o que sentia, deu somente um “boa noite”. Troca de cumprimentos ainda tímidos, nada de especial. Ah, mas Ele sabia, ela sentia, que também queria que ela estivesse lá. Começaram a papear, Ele sabia exatamente onde haviam parado no dia anterior e hoje foi mais ousado, as perguntas já foram mais diretas e indiscretas, ela perdeu-se então, não esperava por tanto, porém correspondeu nas respostas! Conversaram sobre muitas coisas, assuntos quentes, e Ele começou a fantasiar provocando-a, chegando mesmo a dizer que sentia muito desejo de vê-la e poder ordenar-lhe coisas, mas ela esquivou-se – ainda era cedo demais – cedo demais para um “estranho”, mas mesmo assim o frenesi continuou, Ele já não falava mais em tom de amigo, e sim em tom de Dominador e isto a fez tremer e gostar do que lia. Ela sentiu ali, naquele momento, que teria vontade de servir àquele Homem, de pertencer-Lhe, de deixa-Lo conduzir-lhe, mas nada disse, guardou este desejo para si, seria precoce demais deixar-se levar por tamanha loucura, por mais insinuante e provocativo que Ele estivesse sendo, porém Ele sabia que ela seria Dele, e ela, teria mesmo coragem de voltar a servir, de se entregar a Ele? Ainda não tinha esta resposta, somente um desejo imenso de continuar ali, sentindo Sua energia a invadir seu corpo...Um jogo de sedução e dominação, eis o que começava ali, despediram-se. Conversaremos mais “cadelinha” durma bem e sonhe comigo. Beijos! Ele se foi e ela ficou ali, parada, estática diante ao PC, ele a havia chamado de cadelinha! Há muito não ouvia isto, e o resultado foi devastador para ela, um tesão louco invadiu-lhe as entranhas e ela ousou tocar-se pensando Nele, nas palavras ditas, e após algum tempo, explodiu em gozo, que em pensamento ofereceu a Ele, que ela ali já sabia, que seria seu Dono...
{amanda}